terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Sistema Imunitário 100% Saudável

Todos precisamos de um sistema imunitário 100% saudável
A maior parte das pessoas só considera importante proteger o sistema imunitário no Inverno, devido às constipações e gripes próprias da época, ou quando recupera de uma doença debilitante e sente o organismo mais fraco. Mas o sistema imunitário é um escudo de protecção que funciona sem parar, com mecanismos biológicos elaborados que permitem identificar e combater inúmeras doenças. Tal como os sistemas de defesa mais sofisticados, este "guarda-costas" pessoal tem de estar actualizado e adaptar-se às constantes alterações que os agentes patogénicos apresentam.

Porque estamos expostos a agentes agressores?
Os agentes patogénicos como bactérias, vírus e fungos são comuns e muito perigosos: podem causar doenças tratáveis como micoses e infecções urinárias, ou potencialmente fatais, como a meningite, cancro do colo do útero ou sida. O problema é que ninguém consegue viver num ambiente asséptico toda a vida: estes agentes encontram-se no ar, na comida, nos outros e até em nós próprios. Acrescente-se os milhares de tóxicos, do fumo do tabaco aos pesticidas, das inibições de carbono aos herbicidas e químicos presentes na água.

Porque vivemos em constante stress?
Em situações normais, o stress provoca uma resposta que ajuda o organismo a defender-se a nível local (inchaço, dor, alterações do fluxo de sangue, inflamação) ou geral (libertação de hormonas, activação dos glóbulos brancos, febre, dor de cabeça). Mas quando se prolonga no tempo, a exposição ao stress eleva os níveis de cortisol no sangue de forma permanente, o que está associado a doenças cardiovasculares, metabólicas, imunológicas e psiquiátricas.

Porque existem doenças que atingem especificamente o sistema imunitário?
O vírus da sida (HIV) é o mais eficaz a destruir o nosso sistema de defesa. Para além desta síndrome, existem doenças de imunodeficiência adquirida ou hereditária (insuficiência renal, tuberculose, hepatite), e disfunções do sistema imunitário, como as que resultam de uma reacção excessiva. As alergias são disso exemplo. Num ano, a maioria das crianças saudáveis tem cerca de seis infecções respiratórias; as crianças com problemas de imunidade contraem infecções bacterianas graves que podem persistir, reincidir ou criar complicações.
Os adultos que sofrem infecções frequentes nos olhos e órgãos genitais, que criam úlceras com facilidade na boca ou gengivas, ou que já tiveram eczemas ou conjuntivites, podem sofrer de problemas relacionados com a imunidade.

Porque temos carências nutricionais?
Acha que comer uma dieta equilibrada é garantia de que tem o sistema imunitário em boa forma? Os alimentos são hoje muito mais pobres em nutrientes do que já foram, devido à utilização de químicos que afectam as propriedades dos alimentos. As frutas são apanhadas antes do período ideal de maturacção, altura em que atingem a riqueza máxima de fitoquímicos (antioxidantes que protegem dos radicais livres). Um estudo de 2004 (IZiNCG) revela que cerca de um quinto da população tem carência de zinco, um mineral importante para a imunidade. O consumo de alimentos refinados e as dietas alimentares pobres em determinados nutrientes não favorecem este cenário; e sempre que negligenciamos um período de maior carência (gravidez, aleitamento, menopausa, terceira idade), a balança desequilibra-se mais ainda. Os erros alimentares tem um preço no organismo, e o mais elevado recai no seu mecanismo de defesa.

Porque destruímos as nossas "boas" bactérias com antibióticos e outros fármacos?
Os antibióticos matam não só as bactérias mas, mas também toda a flora intestinal benéfica do intestino. Os doentes que tomam medicação muito agressiva (radioterapia, quimioterapia) e doentes crónicos têm quase sempre as suas defesas fragilizadas.

Porque, naturalmente, envelhecemos?
Não adianta lutar contra os anos: a partir da adolescência, o timo (órgao que controla as células imunitárias T), começa a atrofiar. Na altura da meia-idade, já só tem cerca de 15% do seu tamanho máximo, o que compromete a acção das referidas células e de todo o sistema imunitário.


Cogumelos imunoestimulantes 
O Shitake contém lentinina, polissacárido que activa o sistema imunitário, reconhecido pelas suas propriedades anti-fúngicas, pela capacidade de reverter a proliferação das células de leucemia. Também em 2003, o Journal of Medicine Food refere um estudo clínico com Maitake, em que a ingestão da fracção D do cogumelo travou a progressão de metástases e aumentou a actividade das células NK. O Reishi e um cogumelo japonês que protege os linfócitos T e tem acção anti-tumoral, imunomoduladora e anti-inflamatória. O cogumelo Agaricus contem um polissacárido que estimula a actividade dos macráfagos, linfócitos T e B, acção comum ao cogumelo medicinal Poria Cocos, também usa do na China como tónico para os mais idosos.


Extracto de alho envelhecido
Praticamente tão eficaz como uma vacina contra a gripe, o extracto de alho envelhecido (EAE™) aumenta a actividade das células NK e estimula a actividade de outras (Iinfócitos e macrófagos). O EAE™ inibe o crescimento de Candida albicans, um fungo que provoca infecções orais e vaginais e a Heliobacter pilori, bactéria associada a úlceras estomacais e cancro. Em pessoas com alergias, o EAE™ pode prevenir a libertacção de histamina ate 90%, reduzindo as reacções alérgicas.


Vitamina C
Vitamina antioxidante bem tolerada pelo estômago que, em comparacção com ácido ascórbico, sobrevive na corrente sanguínea até o dobro do tempo. É essencial para a saúde do sistema imunitário e cicatrização de feridas.


Astragalus
Planta estimulante com propriedades antivíricas, que aumenta a actividade das células imunitárias e destrói as cancerosas. Em 2002, um estudo clínico demonstrou que a Astragalus pode aumentar a eficácia da quimioterapia e reduzir os seus efeitos adversos.


Oregão
Muito utilizada na culinária, esta planta inibe bactérias e fungos e tem sido utilizada como anti-septica das infecções do aparelho urinário. É antiviral e antioxidante.


OliveiraPadronizada em 18% de oleuropefna, é antioxidante e anti-microbiana. O Inst. de Biologia Molecular e Celular de Espanha reconhece-lhe poderes antivirais e um estudo de 2003 revela que o extracto de folha de oliveira pode reverter modificações associadas ao vírus VIH-1.



Fonte:
Revista Performance