segunda-feira, 20 de outubro de 2008

Noz: rica em gordura saudável


Deus dá nozes devido à sua riqueza nutricional. Podia bem ser uma alternativa ao ditado popular.
Embora marque presença mais assídua na quadra natalícia, os seus benefícios estendem-se ao longo de todo o ano. Originária da Pérsia, a nogueira era considerada pelos romanos uma árvore sagrada, símbolo de fecundidade, chegando a viver duzentos a trezentos anos. A noz pertence à família das oleaginosas, e é naturalmente rica em gorduras polinsaturadas (e ómega 3), sendo por isso aconselhada para o coração. De acordo com investigadores americanos, as nozes reduzem a inflamação e a oxidação das artérias, após uma refeição rica em gorduras saturadas, recomendando deste modo, uma dose diária de 28 gramas de nozes (cerca de quatro nozes). A gordura da noz é ainda mais benéfica para o coração que a do azeite.
Pense melhor… com fósforo e magnésio
Especialmente rica em vitamina E, um poderoso antioxidante cardiovascular, a noz contém proteínas, magnésio, potássio, fósforo, ferro e zinco, o que a tornam num alimento completo e saudável. Devido ao seu teor em fósforo (288 mg/100g) e magnésio (160mg/g), é indicada para pessoas sujeitas a grande desgaste intelectual e constitui um tónico cerebral, que alimenta as células nervosas. Aliás, as semelhanças entre o encéfalo humano e uma noz são bastante curiosas.
Por ser muito energética (730 kcal por 100g), o seu consumo é mais indicado na parte da manhã, e constitui uma boa opção para atletas e desportistas, sujeitos a esforço físico regular. Também as crianças e os idosos, que têm necessidades nutricionais acrescidas, podem incluir um punhado de nozes ao pequeno-almoço e lanche, adicionando-as ao leite ou iogurtes. Para os mais gulosos, existe uma variedade de receitas que incluem nozes, desde o bolo de noz à tarte, passando pelas nozes de Cascais, todos os pretextos são escassos para saborear este fruto seco.
Indicações terapêuticas
- Litíases urinárias
- Tosse invernal- Antídoto de venenos e intoxicações
- Fadiga cerebral e nervosa
- Anemia
- Parasitoses intestinais
- Dermatoses
- Tuberculose
- Raquitismo e atraso de crescimento
- Zumbidos de ouvidos*
- Impotência*
* Segundo a Medicina Tradicional Chinesa
Fonte: Guia dos Alimentos Vegetais, Jean-Claude Rodet, doutorado em agronomia e homeopatia, Ph.D em meio-ambiente

segunda-feira, 13 de outubro de 2008

A Noite dos Campeões!!


Seria simplesmente imperdoavél da minha parte não colocar algumas das fantásticas fotos do nosso Campeão 2008, Bruno Samora!

Não só a ele mas também a todos os atletas deste maravilhoso desporto... os meus parabéns!















Teoria e prática do fitness


Formação avançada para profissionais de fitness, workshops, masters e actividades em piscina. Não faltou “energia em movimento”.
A última Convenção Internacional do ano do Centro de Estudos de Fitness, no Parque de Jogos do 1º de Maio, não desapontou: espaço com infraestruturas adequadas, programa de actividades ambicioso, regime de livre-trânsito para maior flexibilidade dos participantes. Desde 1992 que a escola de Alice Rodrigues se dedica à organização de convenções de fitness, “quando ainda só se falava de aeróbica, step e localizada”, “todos os professores eram portugueses” e as actividades decorriam “de seguida, sem aulas e workshops sobrepostos”. Sinais dos tempos. A “Energy in Motion” contou com dois dias plenos de actividades, com um plano de trabalhos que incluiu masters, workshops teóricos e aulas em piscina, versando temas tão diversos como a nutrição, suplementação, psicomotricidade, comunicação e marketing, personal training, trabalho localizado. É o fitness em formação avançada.
Abdominais e musculação
Não foi a primeira vez que Piti Pinsach veio a Portugal, mas diz ter-se aplicado, nesta convenção, em “mudar de estilo”. Docente universitário na área do treino e actividade física, o espanhol demonstrou as componentes básicas dos principais exercícios de musculação, sublinhando que “ela já não é propriedade privada da vaidade física”. Um novo conceito deve englobar “preocupações com a correcção postural” e contribuir para “aumentar a qualidade de vida, sendo eficaz como terapia para diversas patologias e também para populações com treino condicionado”. Piti apresentou um top 10 de exercícios de musculação, acompanhados de demonstração prática sobre “certos” e “errados” para cada um. Destaque para os abdominais: um dos mais populares nos ginásios, embora “nem sempre pelas razões certas ou da melhor forma”, alerta o professor. Piti defende que o reforço abdominal deve ser acompanhado por um trabalho do pavilhão pélvico, através de abdominais hipopressivos. Contrariamente aos tradicionais – hiperpressivos - este tipo de movimentos fortalece a zona abdominal, protegendo e reforçando o pavilhão pélvico. Na Bélgica, onde foram desenvolvidos, são prescritos como ginástica terapêutica, segundo os princípios que deram origem à electroestimulação. Exercícios ideais, segundo Piti Pinsach, em períodos pós-operatórios, pós-parto, para evitar pubalgias e dores lombares.
Populações especiais
Tema cada vez mais presente nas formações. Porque nem só de pessoas saudáveis se enchem os ginásios, é preciso preparar os profissionais de fitness para lidar com populações especiais. Érica Verderi falou sobre hérnias de disco cervical, uma lesão associada ao trabalho de escritório e que, lentamente, ultrapassa as lombalgias em termos de prevalência e causa de absentismo. A brasileira, responsável pelo Programa de Educação Postural (PEP), lembrou métodos para corrigir vícios posturais e promover a saúde da coluna vertebralNa sessão sobre “Artrite Reumatóide”, Pedro Bastos apresentou os mais recentes estudos sobre as possíveis causas desta doença auto-imune, que afecta articulações e prejudica a qualidade de vida. O exercício físico, fora dos períodos de inflamação aguda, é só mais uma das formas de combater a doença, para além de uma alimentação enriquecida (ácidos gordos ómega 3, antioxidantes e vitamina B), sono regular e descanso adequado.

Cerveja e saúde


Tira a sede ou faz barriga?

É diurética ou viciante?

Nutritiva ou calórica?


Porque sabemos que é difícil resistir a uma cerveja, fomos descobrir vantagens e desvantagens do seu consumo.

Água, lúpulo, malte de cevada, levedura. Os quatro ingredientes principais de uma das bebidas mais populares do mundo parecem nutricionalmente inofensivos e não é de estranhar até que tenham, isoladamente, propriedades medicinais relevantes. Mas certo é que a cerveja, ao contrário do néctar dos deuses, nunca foi tida como bebida amiga da saúde.
Numa altura em que a ciência faz o elogio do resveratrol, um dos componentes do vinho, que trunfos tem a requisitada cerveja?Uma década de investigação científica começa agora a revelá-los. Não é por acaso que 67% dos médicos portugueses entrevistados para o estudo “Imagem da Cerveja”, elaborado pela Marktest, garantem que a bebida pode ser integrada numa dieta saudável, desde que consumida moderadamente. Em 2006, cientistas austríacos conseguiram identificar uma relação entre o consumo de cerveja e uma acção antiinflamatória mais eficaz, que pode ajudar a controlar doenças crónicas. As experiências in vitro realizadas na Universidade de Innsbruck revelaram um bloqueio dos processos químicos do interferon-gamma, um dos agentes mais importantes na resposta inflamatória, num efeito muito semelhante ao que já se tinha detectado no vinho, chá verde e chá preto.
O mesmo estudo reportou um aumento da produção da serotonina, a “hormona da felicidade”, em resposta à ingestão de cerveja. Antes, já outros estudos deixavam antever que os consumidores de cerveja podiam ser mais saudáveis do que abstémios. Um deles foi apresentado em Portugal por Martín Bobak. O académico inglês deslocou-se ao nosso país em 2004 e expôs os dados obtidos por um estudo efectuado na República Checa – o país europeu com maior consumo de cerveja – e que revelam que a bebida pode pre¬venir a ocorrência de enfartes do miocárdio.
Uma cerveja por dia, em média, ajuda a manter afastadas as doenças cardiovasculares, protegendo mais do quem não bebe. Mas se passar a conta e beber a segunda, o efeito é anulado. Aliás, a moderação parece ser a chave: em 2003, os participantes do primeiro Simpósio Interna¬cional sobre a Cerveja, em Espanha, ficaram a saber que o con¬sumo moderado de cerveja pode contribuir para a prevenção da os¬teoporose. Na ocasião, os especialis¬tas em Epidemiologia, Nutrição e Cardiologia explicaram como o silício, um importante elemento para a boa minera¬lização óssea, se encontra na cerveja na sua forma bioactiva, o que facilita a absorção pelo organismo. Uma investigação ainda mais recente defende que a cerveja é mais eficaz do que a água no pós-exercício.
De acordo com cientistas da Faculdade de Medicina da Universidade de Granada, a bebida ajuda a repor o líquido perdido por transpiração e os açúcares, sais e gás que contém ajudam o organismo a absorver os fluidos de uma forma mais rápida do que a água. Quinhentos ml para os homens e 250 ml para as mulheres após o final do treino, recomendam os cientistas espanhóis.

Valor nutricional
E no entanto a bebida é, na sua maioria… água. Mais de noventa por cento de uma imperial é, de facto, composta por água, o que explica o seu baixo valor calórico – as calorias pode agradecê-las a outros componentes. Um copo de cerveja (250 ml) representa aproximadamente 100 kcal, o que equivale a 4,25% das necessidades calóricas de um homem adulto ou 5,5% das de uma mulher. Uma cerveja normal tem cerca de metade das calorias de um iogurte e as investigações efectuadas até à data – incluindo o estudo checo já referido – não encontraram relações entre consumo de cerveja e obesidade. Sem gordura, poucas proteínas e cerca de 3% de açúcar fermentado, as propriedades nutricionais da cerveja ficam garantidas com a riqueza em vitaminas do complexo B, nomeadamente ácido fólico, fibra solúvel e minerais.
Os polifenóis conferem-lhe capacidade antioxidante. Luís Serra Majem, médico catedrático de Medicina Preventiva e Saúde Pública da Uni¬versidade de Las Palmas e presidente da Fundação para a Promoção da Dieta Mediterrânea, garante que a cerveja, além de fazer parte da alimentação mediterrânea, pode melhorar a qualidade nutricional da dieta.Com ou sem álcool?Foi propositadamente deixado para o fim. O teor alcoólico é o reverso da medalha da bebida mais apreciada pelos portugueses. No processo de fermentação, as leveduras fermentam os açúcares transformando-os em álcool. É ele o responsável pelo valor calórico da cerveja (cerca de 7 Kcal por grama) e que faz desaconselhar o seu consumo a menores, grávidas, lactentes e a quem toma medicamentos.
O fígado metaboliza a maior parte do álcool em acetato que, quando libertado para a corrente sanguínea, substitui a gordura como fonte de energia. Como resultado, o organismo é obrigado a armazenar mais gordura não-utilizada, o que pode ter dado origem ao mito da “barriga de cerveja”. Como alternativa, a indústria cervejeira começou a produzir cervejas “light” (cerca de menos 3,5% de álcool) e sem álcool (teor máximo de 0,5% alc vol). Embora ainda pouco representativas e encaradas como uma “alternativa”, podem ser uma forma mais saudável de obter o mesmo sabor.
O gás carbónico das cervejas sem álcool promove a formação de saliva, previne a hipotermia no estômago, acelera o esvaziamento gástrico e promove a excreção de substâncias através do tracto urinário.
É efectivamente diurética: a cerveja sem álcool tem um poder diurético 30% mais elevado que o da água; o da cerveja com álcool é cerca de 2,5 vezes superior. Após esforço físico, o indivíduo que tenha bebido cerveja sem álcool perde cerca de 20% menos potássio pela urina que o que bebeu água. Por este e outros motivo, a German Society for Food Chemistry considera-a uma bebida adequada para atletas. Mas atenção: as cervejas sem álcool possuem bastante mais açúcares na sua composição, o que deve ser tido em conta por pessoas diabéticas.