segunda-feira, 5 de março de 2012

Síndrome da Visão de Computador

Segundo um relatório da Forrester Research, 52% dos europeus passa mais tempo à frente do computador do que da televisão. Com os danos que provoca, ou o computador se torna mais amigo dos seus olhos ou é provável que eles não resistam a este «mau-olhado» 

Apesar de não estar totalmente comprovado que o uso de computador prejudique a visão, existem alguns estudos que apontam nesse sentido. Em 2004, 10 mil trabalhadores japoneses responderam a questionários sobre o uso que faziam do computador. Posteriormente, foram submetidos a rastreios visuais e a associação comprovou-se: os que foram classificados como utilizadores intensivos tinham maiores probabilidades de ser míopes ou ter hipermetropia (anomalia em que a imagem forma-se por detrás da retina, o que se traduz por falta de visão ao perto). 

Mas a relação não é inequívoca, principalmente porque a quantidade de radiações ultravioletas emitida por um terminal de computador é muito abaixo dos necessários para provocar lesões oculares. E é menor do que, por exemplo, a de uma luz fluorescente. Independentemente de afectar a saúde ocular, certo é que o trabalho consecutivo ao computador provoca diversos sintomas como a irritação ocular (lacrimejo ou secura), fadiga (sensação de peso sobre os olhos), dificuldade de focar objectos, dores de cabeça, dores nas costas e espasmos musculares. 

A American Optometric Association define o conjunto destas queixas como o Síndrome da Visão de Computador. Os números são dos Estados Unidos, mas a realidade portuguesa não será muito diferente: mais de 70% dos adultos que usam computador desenvolve este síndrome. Um estudo da Faculdade de Optometria de Berkeley avança ainda que mais 30% dos 37 milhões de crianças que utilizam computador pessoal, em casa ou na escola, podem precisar de um ecrã adaptado para reduzir o risco de problemas de visão prematuros.


AO COMPUTADOR
TECLADO E RATO

Deverão estar posicionados de forma a que os braços e as mãos fiquem elevados, sem dobrar os pulsos, mantendo os cotovelos próximos do corpo. Antebraços devem ficar paralelos ao chão, formando um ângulo recto com os braços.


MOBILIÁRIO

A cadeira deve ter uma altura que permita manter os braços na posição adequada e os pés bem apoiados no chão. O encosto deve proporcionar apoio para a zona lombar (parte inferior das costas).


MONITOR

O topo deve estar ao nível dos olhos ou ligeiramente inferior. Posicione-o de modo a evitar fontes de brilhos e reflexos. Use os comandos que regulam brilho e contraste e recorra à inclinação para encontrar a posição mais confortável. O uso de filtros no ecrã pode diminuir o cansaço.


MATERIAL DE TRABALHO

Mantenha-o junto ao monitor, para evitar movimentos de cabeça e olhos e modificações constantes de focagem.


ILUMINAÇÃO

Certifique-se de que não tem no local de trabalho luzes muito intensas e brilhantes. A fonte de iluminação deve ser o tecto, para evitar brilhos e reflexos no monitor. De dia, quebre a luz com persianas ou cortinas.


















Fonte: Revista Performance

segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

PODEMOS SERVIR A SUA PRÓXIMA REFEIÇÃO?

SLOW FOOD 


Apesar de este movimento ter surgido em 1986, foi durante a última década que os preceitos da slow food se popularizaram e internacionalizaram. Surgido em Itália, nasceu como uma forma de recuperar a particularidade e a tranquilidade para degustar os sabores perante a standardização e o stress da vida quotidiana. Até aqui tudo bem e podemos dizer que existe um consenso em torno destas ‘nobres’ ideias, pois não há dúvida que a última década teve um ascendente importantíssimo na área da culinária, mas é um facto inegável que apresenta uma componente demasiado formal para uma refeição. Se quer reconhecer um restaurante slow foodfacilmente, não há nada mais simples: quer seja pelo género de produto que defende ou simplesmente pelo facto de jamais o apressarem a sair da mesa para sentar o cliente seguinte, a ideia é somente uma: desfrutar ao máximo todos os sabores colocados à sua frente. 

Aproveite bem: Se a mastigação é o primeiro processo da digestão de qualquer alimento, “é importante mastigar bem e lentamente os alimentos, pois este procedimento favorece a digestão e a absorção dos nutrientes por parte do organismo. O número de vezes que você mastiga está directamente relacionado com a informação enviada ao seu cérebro e com o seu estado de saciedade”, explica a Dra. Patrícia Segadães. 

PEQUENAS QUANTIDADES 

O impacto provocado pelo documentário Super Size Me na tomada de consciência sobre as comidas dos restaurantes de fast food, demonstrou que a gula neoliberal levava à auto- destruição, da mesma maneira que aconteceu noutros tempos com as drogas asiáticas ou com os discos de Phil Collins. Depois deste filme, e de alguns outros orientados no sentido de mostrar as misérias da indústria alimentar, profissionais e autoridades de saúde decidiram tomar conta do assunto sob a forma de recomendações de se comer em poucas quantidades, divulgação das calorias de cada alimento e um sem-fim de certificados de qualidade para salvaguardar o consumidor. No entanto, há que ser racional, pois “comer em pratos pequenos também é uma boa estratégia para reduzir a quantidade de comida que ingere diaria- mente. Contudo, em qualquer processo de emagrecimento é fundamental que não passe fome”, revela a Dra. Patrícia Segadães. 

Aproveite bem: Se está a tentar fazer dieta, terá de seguir escrupulosamente esta regra: coma em pratos pequenos, para que no final fique com a sensação de que comeu o suficiente. 

HORTAS URBANAS 

Como resposta ao receio dos elementos químicos de muitos alimentos, o consumo caseiro e a valorização do trabalho manual é um factor crescente entre nós. Os terraços das casas e até algumas varandas, por exemplo, deixaram de ter flores para ter plantações de tomate. A vantagem de se criar verduras em terraços é que é muito fácil de fazer. Depois é quase uma questão de boca a boca. Se um amigo for a sua casa e provar a qualidade dos legumes que plantou em casa, vai querer fazer o mesmo. Está-se a recuperar muito o gosto pelo cultivo como forma de apreciar mais qualidade e poupar dinheiro. Tudo isto faz também proliferar as chamadas hortas urbanas, que são espaços dentro das cidades que se alugam ao metro quadrado para que possa ter a sua própria horta. Geralmente, têm pessoas disponíveis para o ajudar na aprendizagem do cultivo. 

Aproveite bem: Se gostava de ter a sua própria horta urbana, saiba que há já muitas alterna- tivas. E não temos dúvidas que esta é uma área de negócio que irá crescer nos próximos anos. Para começar, basta ter uma mesa de instrumentos de cultivo (arranja-se em 20 minutos), um sistema de rega (para regar regularmente) e um substrato especial (um composto sem componentes químicos).






Fonte: Revista Men's Health

segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Treino de Glúteos

Para ter um corpo definido, nao basta ir ao ginasio, tem que fazer bons treinos!!

Por: Luciene Lila

domingo, 18 de setembro de 2011

Benefícios da Ginática Localizada


O que é a ginástica localizada? 
São exercícios realizados para manter, desenvolver e melhorar a força e a resistência de um músculo ou músculos determinados. (Isso servirá de base para outros exercícios, tais como a aeróbica e a musculação).

Quando um movimento exigir, na sua execução, o envolvimento de 1/6 a 1/7 do total da musculatura esquelética, ele é localizado, dependendo, em primeiro lugar, do metabolismo local. Quando realizado várias vezes ou durante um período de tempo, necessita da capacidade motora denominada de resistência muscular localizada.

Contudo, não é sinónimo de musculação, pois na ginástica localizada só é possível a obtenção de um pequeno ganho de massa muscular.

Também não é sinónimo de exercícios aeróbicos que queimam mais gordura que os exercícios localizados, atendendo a que a gordura é a fonte principal de energia utilizada pelo nosso corpo nos exercícios físicos de baixa intensidade e de longa duração.

Uma sessão de ginástica localizada é faseada em :
  • Aquecimento (exercícios de aumento metabólico que deve ser lento e gradual);
  • Parte principal (são trabalhados os grandes grupos musculares);
  • Exercícios de solo (essencialmente exercícios para o abdómen, glúteos e adutores);
  • Relaxamento e volta à calma (desaceleração gradual dos parâmetros fisiológicos).
Há um treino em grupo, em primeiro lugar, em que executam todos os mesmos movimentos e exercícios, posteriormente, os alunos, em fila, vão realizar exercícios destinados aos vários grupos musculares, percorrendo as várias estações pré-determinadas.

Podem ser utilizados materiais como halteres, barras com anilhas, barras fixas e paralelas, steps, caneleiras, … Graças à criatividade do professor poderão ser criadas rotinas de exercícios. Os exercícios mais utilizados na ginástica localizada são os utilizados nas séries de musculação, com a diferença do descanso activo, mais utilizado na ginástica localizada. Esta recuperação activa, sob aspetos metabólicos, proporciona mais efeitos que a musculação. Proporciona o resultado final de um corpo mais seco, com menos “gordurinhas”.

Nesta actividade, o ritmo é muito importante. Assim, o recurso à música (não é obrigatório) torna o exercício mais agradável, como se o aluno estivesse a interagir com ela, cadenciando o exercício, tal como na aeróbica.

Com a ginástica localizada, é possível:

- melhorar a postura, treinando o corpo de forma equilibrada;

- aumentar a massa muscular de forma proporcional que equilibra estética e funcionalmente, em termos de harmonia, agilidade e flexibilidade;

- auxiliar a reduzir e a amortecer lesões do quotidiano ou dos esforços normais, tais como transportar compras, brincar ou carregar com os filhos ou praticar desportos. Os músculos ficam mais fortes e protegem tendões e ligamentos. Há uma melhoria no condicionamento físico e na resistência muscular localizada;

- preservar a massa muscular. Há um fortalecimento dos músculos, e mais massa gorda é perdida, com diminuição percentual de gordura, menor flacidez, uma perda de peso gradual e um emagrecimento saudável;

- modelar o corpo;

- melhorar o estado geral da saúde física, com fortalecimento dos glúteos, inclusivamente, e diminuição das inestéticas “gordurinhas” localizadas. Com esse objetivo, deve-se trabalhar com baixa frequência cardíaca, mas durante mais tempo;

- melhorar a disposição de espírito com aumento da auto-estima e do bem-estar emocional;

- auxiliar o sistema cardio-respiratório (a média da frequência cardíaca é muito alta);

- prevenir as alterações metabólicas que acompanham o envelhecimento.

Cada vez mais as pessoas procuram os benefícios estéticos e esculturais proporcionados por estes trabalhos resistidos com pesos.

Mas há que trabalhar, a um nível inicial, com o auxílio de um professor para orientar os novos pupilos neste tipo de exercícios da ginástica localizada. Há que conhecer as técnicas dos exercícios, as técnicas posturais e a execução dos movimentos correctos, sob pena de um desequilíbrio, trabalhando mais uma ou outra parte do corpo.

O aumento da carga deve ser progressivo e racional. Para tal, a disciplina, a técnica de execução e a qualidade do trabalho são mais importantes que uma carga excessiva. A sobrecarga apropriada para cada aluno está dependente das variáveis intensidade, duração e frequência.

domingo, 3 de julho de 2011

Afinal o Que é a Sinusite


Todos nós conhecemos alguém que, a determinada altura da vida, sofre ou sofreu de sinusite. Grande parte das pessoas faz alguma confusão com o que seja a sinusite, não sendo raro encontrar quem ache que é uma alergia. Mas não é. O que nos leva a perguntar então: afinal o que é a sinusite?
Antes de mais convém esclarecer que a sinusite é uma doença. Sendo uma doença é necessário determinar a sua origem: a sinusite é uma doença de origem infecciosa ou inflamatória dos seios paranasais.
Os seios paranasais são espaços preenchidos com ar que se localizam no interior dos ossos do crânio e da face. Numa situação normal, há comunicação entre os seios paranasais e a cavidade nasal; com a sinusite essa comunicação é perturbada.
Dizer-se que a sinusite é uma doença infecciosa ou inflamatória significa que ela surge como reacção natural do nosso corpo a uma agressão de que é alvo.
E que tipo de agressão é que despoleta a sinusite? Uma constipação ou gripe são processos infecciosos ou inflamatórios que podem, com muita frequência, desencadear o aparecimento da sinusite. As alergias, tão frequentes na Primavera com o aparecimento generalizado do pólen no ar, são uma agressão ao nosso corpo, a que este reage frequentemente com a sinusite.
Mas há outros factores que também propiciam o seu surgimento, tais como a pressão da altitude, quando andamos de avião ou a pressão da água, quando praticamos mergulho. Algumas condições ou características físicas como o desvio do septo nasal contribuem, de igual modo, para que esta doença ocorra.
Nos dias de hoje a sinusite tem uma incidência cada vez maior, o que se deve também à má qualidade do ar que respiramos, fruto da poluição e do que tem sido o seu aumento constante. A má qualidade do ar, aliada a factores como o stress que fazem baixar as nossas defesas, deixando em baixo o nosso sistema imunitário, são factores igualmente responsáveis pela manifestação da sinusite.
Actualmente estima-se que a sinusite afecte milhares de pessoas, por todo o mundo, sendo uma das causas que nos conduz ao médico e à aquisição de medicamentos, tornando-se responsável por uma considerável parcela dos gastos médico – medicamentosos mundiais.
E quais são os sintomas da sinusite? São facilmente confundíveis com os de uma constipação, pois a cabeça fica pesada e dói-nos, o fica nariz entupido e com corrimento e podemos mesmo ter febre. O diagnóstico da sinusite deve ser efectuado pelo médico uma vez que, em regra, será necessário a utilização de meios complementares de diagnóstico, como a realização de exames radiológicos, para confirmar que realmente se trata de sinusite.
Feito correctamente o diagnóstico, o tratamento é efectuado à base de analgésicos, mas também pode ser necessário o recurso a antibióticos ou ainda e dependendo da origem da sinusite, a medicamentação antifungica.
A cirurgia surge ainda como solução de último recurso, mas apenas para casos extremos, muitas vezes associados a outro tipo de complicações, nomeadamente de ordem física, como seja, por exemplo, o desvio do septo nasal. A cirurgia, ainda que rara como tratamento para a sinusite é, no entanto mais frequente para os casos de sinusite crónica, sendo importante, a este propósito, referir que a sinusite pode revestir uma de duas formas: a crónica, como já referimos e a aguda.
A sinusite aguda é, como a designação desde logo indica, uma situação crítica que, como é próprio das fases críticas, não é muito prolongada no tempo, durando em regra uma semana, mas podendo prolongar-se até às três semanas, no máximo.
A sinusite crónica pode durar vários meses, tornando-se bastante incomoda para quem dela sofra. Nestes casos, o diagnóstico e tratamento correcto e atempado é fundamental para que não haja considerável diminuição da qualidade de vida do doente.



Fonte: emforma.net