Já todos reparámos que o mercado está repleto de boas ideias terapêuticas para tratar os nossos pequenos males... Há suplementos alimentares para quase todo o tipo de necessidades e recomendam--se quase sem restrições. Afinal, o que valem estes pequenos grandes remédios?
O nosso organismo vive cada segundo em busca de um equilíbrio químico que lhe permita fazer face às solicitações diárias. A terapêutica ortomolecular procura acertar as moléculas do nosso corpo, através do uso de substâncias e elementos naturais, como vitaminas, minerais e aminoácidos. Estes elementos, além de proporcionarem um reequilíbrio bioquímico, combatem os radicais livres.
Mas por que razão o organismo se desequilibra?
«O nosso organismo é uma máquina que está permanentemente em transformação. Durante este processo podem surgir falhas, quer seja na chegada de matéria-prima (vitaminas, minerais, enzimas, etc.), quer seja na própria integração de todo e qualquer sistema que compõe a máquina. Estes sistemas devem trabalhar de forma harmoniosa, como uma engrenagem», explica o homeopata clássico Dr. João Corrêa Novaes, do Consultório de Homeopatia Clássica, em Tercena.
Estas engrenagens são os sistemas: neuro-endócrino, psíquico e imunológico. Qualquer falha em algum ponto ou mecanismo desta máquina (ser humano) compromete toda a produção (vida), surgindo as disfunções (doenças).
É muito fácil perceber como o nosso corpo funciona. Segundo exemplifica o especialista, «uma pessoa deprimida tem mais hipóteses de apresentar infecções recorrentes, já que uma falha no sistema psíquico leva, consequentemente, a alterações no sistema imune. Outro factor importante na génese de várias enfermidades, como artrite e cancro, é a formação de radicais livres».
O organismo utiliza cerca de 98 a 99% do oxigénio que consome para produzir energia. A pequena parcela que sobra (1 a 2%) não participa do processo, formando as espécies tóxicas reactivas do oxigénio – os radicais livres. Estes correspondem a átomos ou grupos de átomos com um electrão não emparelhado na sua órbita mais externa, sendo, portanto, muito reactivos, pois, para recuperar o equilíbrio, precisam «doar» o electrão desemparelhado.
Desta forma, combinam avidamente com as várias estruturas celulares do corpo, o que resulta em destruição e, consequentemente, em enfermidades, designadamente o cancro, a osteoartrite, o lúpus, o enfisema e algumas doenças cardiovasculares. E o homem está permanentemente submetido a condições que levam ao excesso de radicais livres como, por exemplo, o stress, o tabaco, a poluição e exposições prolongadas ao sol, entre outras.
A utilização de suplementos alimentares que, como vitaminas, minerais e enzimas, ajudam a neutralizar os efeitos tóxicos, proporcionam uma melhor qualidade de vida.
«Muitos destes suplementos vão actuar não por acção ponderal ou por reposição de carências mas, sim, por uma acção de retorno à homeostase (equilíbrio) dos sistemas catalíticos ou enzimáticos nos quais esses minerais estão envolvidos. Esta terapêutica abre um novo campo de possibilidades no tratamento dos nossos pacientes, que é o tratamento efectivo das doenças funcionais», refere João Corrêa Novaes.
Quem precisa deles e como actuam?
Os hábitos alimentares ocidentalizados são pouco ricos em legumes, frutos e cereais variados. Para além disso, os cereais são quase sempre refinados, os frutos frequentemente fora de época e submetidos a frigorífico e longas viagens, muitas vezes amadurecidos artificialmente.
Comemos quase todos os alimentos ricos em vitaminas e oligoelementos cozidos, desperdiçando a riqueza do alimento fresco, cru, que mantém a integridade das vitaminas e dos oligoelementos. A industrialização dos alimentos apresenta-nos produtos alimentares já preparados contendo os aditivos (conservantes, corantes, reguladores de acidez, aromatizantes) que reagem com os elementos vitais, transformando a sua estrutura química. Também para se conservarem os alimentos sofrem, muitas vezes, processos de aquecimento ou congelamento sendo assim desvitalizados. Muitos frutos e legumes sofrem, ainda, processos de irradiação por raios gama, o que permite uma conservação mais longa. As modernas técnicas agrícolas, que utilizam meios artificiais e químicos para fazer crescer e amadurecer mais rapidamente os alimentos, e também a utilização de pesticidas e herbicidas químicos mata as bactérias dos solos que sintetizam as vitaminas e os oligoelementos e asseguram a nutrição das plantas, empobrecendo os solos.
O consumo exagerado de frutos e legumes exóticos fornecem nutrientes inapropriados às nossas condições de vida, pois são adaptados ao transporte e amadurecimento precoce. Assim, certos tipos de comportamento, hábitos alimentares e selecção desses mesmos alimentos também conduzem a uma falta de oligoelementos.
Servem de exemplo o trabalho em excesso, o stress, o hábito de fumar e de consumir bebidas alcoólicas, um ritmo de vida desfasado dos ritmos biológicos (que deveriam ser regulados pelo nascer e o pôr-do-sol), uma má assimilação dos alimentos devido às refeições irregulares, demasiado numerosas e copiosas. «O café, as drogas e os medicamentos dão uma sensação de bem--estar apenas passageira, podendo ser substituídos por oligoelementos. Por exemplo, o açúcar consumido, que aumenta provisoriamente a taxa de glucose no sangue, poderá ser substituído por cobre, manganês e crómio, que irão favorecer o controlo de glicemia pelo fígado e pelo pâncreas», exemplifica o homeopata.
Depois há fases de maior necessidade de suplementos que outras: os anos de “rápido crescimento”, durante a gravidez e aleitamento, nos períodos de stress e na terceira idade, o organismo requer vitaminas e oligoelementos particulares e em maior quantidade. Nestes casos, aconselham-se vivamente os suplementos.
«Também os períodos menstruais, a prática de desportos desgastantes e uma actividade física ou intelectual intensa carecem de um aporte adicional destes elementos», reforça o nosso entrevistado.
Sem efeitos secundários
No fundo, o papel destes suplementos alimentares é o de activar, «catalisar» todas as funções e as trocas biológicas que se realizam no organismo vivo.
«Os principais catalisadores biológicos são as enzimas. Estudando as condições da sua actividade, assim como da sua inactividade, podemos ver a sua dependência dos minerais, os bloqueios que têm constantemente nas suas funções e os impulsos por estes catalisadores: os oligoelementos de que são compostos a maioria dos suplementos alimentares», esclarece João Corrêa Novaes, prosseguindo: «A toma destes suplementos alimentares, que funcionam como catalisadores, não prejudica o ponto de equilíbrio, nem modifica os componentes de uma reacção e actua em pequenas quantidades, aumentando muito a velocidade de reacção e diminuindo o custo de energia da mesma.»
Recuperando a terminação da reacção, o catalisador pode, em doses muito pequenas, acelerar a velocidade de numerosos ciclos de reacções sucessivas. Sem o catalisador estas reacções, seguramente, não se podiam realizar, ou, por outro lado, só se conseguiam com um gasto maior de energia e de tempo. A oligoterapia – o tratamento com poucos elementos que restituem vida e saúde aos diversos tecidos – «pode ajudar bastante em casos de afecções agudas, crónicas ou repetitivas, pois trata a sintomatologia e o terreno. Além disso, estes suplementos dão uma série de garantias essenciais: são totalmente tóxicos e sem nenhum tipo de contra-indicações (salvaguardando casos de gravidez e aleitamento, em que estes suplementos deverão ser recomendados pelo médico assistente)», defende o especialista.
Ao contrário dos fármacos, os suplementos alimentares permitem a sua utilização durante longos períodos de tempo sem criar hábito e sem efeitos secundários.
«Podem ser utilizados por pessoas debilitadas ou em estado carencial e está descartado o risco de potencializar outros medicamentos, risco permanente depois da prescrição de substâncias sintéticas», compara João Corrêa Novaes.
Fonte: Medicina & Saúde
Neste Blogue poderá recolher a mais variada informação sobre desporto, nutrição, suplementos desportivos, artigos variados entre outras. Toda a informação contida neste Blogue consiste num conjunto de pesquisas recolhidas, que estão disponíveis em outros sites. Todos os assuntos sobre dietas ou outros conselhos é meramente informativa, não se pretendendo substituir o conselho de um especialista, bem como diagnosticar, prevenir ou tratar qualquer doença.
sexta-feira, 2 de abril de 2010
quinta-feira, 1 de abril de 2010
Treino de pernas: aumentar músculos da coxa
Ao contrário do que os cientistas do desporto pensavam, é possível ganhar considerável massa muscular nas pernas num curto espaço de tempo. O segredo? Aumentar a intensidade do seu treino de pernas.
Uma investigação publicada no Journal of the Applied Physiology mostrou que o aumento de pressão na realização de exercícios de extensão de perna (leg extension) leva ao desenvolvimento de mais massa muscular nos quadríceps num espaço de apenas 3 semanas. Este estudo demonstrou que a intensidade com que se pratica o exercício é o principal factor responsável pelo rápido crescimento muscular [*1].
Sete jovens saudáveis executaram exercícios de extensão de perna 3 vezes por semana durante um total de 35 dias. Ao fim de 20 dias de treino intenso, os investigadores registaram um aumento na região frontal e distal dos quadríceps de 3,5 e 5,2%, respectivamente. Isto representa um aumento de 0,2% por dia! O fascículo muscular (conjunto de fibras musculares) aumentou 2,4% em apenas 10 dias.
No final dos 35 dias da experiência, o aumento total da região frontal e distal dos quadríceps foi de 6,5 e 7,4%, respectivamente. O fascículo muscular cresceu 9,9%. E tudo isto em apenas 35 dias de exercício intenso!
Para além do aumento muscular registado, os investigadores também repararam que a arquitectura interna do músculo modifica-se a partir do momento em que o exercício começa. O propósito desta mudança é preparar o caminho para o crescimento muscular. Os autores do estudo concluíram que a hipertrofia muscular contribui para aumentar a massa muscular muito mais cedo do que se pensava anteriormente e que o treino de extensão de perna é responsável por induzir este crescimento.
A importância de uma boa suplementação
Para conseguir aguentar o intenso ritmo de treino sugerido neste estudo, tem de ter o auxílio de uma boa suplementação. Caso contrário, os seus músculos não vão aguentar até ao fim do programa. É recomendado que tome um suplemento de creatina ou óxido nítrico antes do treino, de maneira a ter força e resistência extra. Depois do treino, é importante ter ao seu lado um bom recuperador.
REFERÊNCIAS OU NOTAS:
[*1] – Seynnes, O. & de Boer, M. & Narici, M., Early skeletal muscle hypertrophy and architectural changes in response to high-intensity resistance training, Journal of Applied Physiology 102, págs. 368-373, Outubro 2006
Fonte: http://logon.prozis.pt/treino-de-pernas-aumentar-musculos-da-coxa/
Uma investigação publicada no Journal of the Applied Physiology mostrou que o aumento de pressão na realização de exercícios de extensão de perna (leg extension) leva ao desenvolvimento de mais massa muscular nos quadríceps num espaço de apenas 3 semanas. Este estudo demonstrou que a intensidade com que se pratica o exercício é o principal factor responsável pelo rápido crescimento muscular [*1].
Sete jovens saudáveis executaram exercícios de extensão de perna 3 vezes por semana durante um total de 35 dias. Ao fim de 20 dias de treino intenso, os investigadores registaram um aumento na região frontal e distal dos quadríceps de 3,5 e 5,2%, respectivamente. Isto representa um aumento de 0,2% por dia! O fascículo muscular (conjunto de fibras musculares) aumentou 2,4% em apenas 10 dias.
No final dos 35 dias da experiência, o aumento total da região frontal e distal dos quadríceps foi de 6,5 e 7,4%, respectivamente. O fascículo muscular cresceu 9,9%. E tudo isto em apenas 35 dias de exercício intenso!
Para além do aumento muscular registado, os investigadores também repararam que a arquitectura interna do músculo modifica-se a partir do momento em que o exercício começa. O propósito desta mudança é preparar o caminho para o crescimento muscular. Os autores do estudo concluíram que a hipertrofia muscular contribui para aumentar a massa muscular muito mais cedo do que se pensava anteriormente e que o treino de extensão de perna é responsável por induzir este crescimento.
A importância de uma boa suplementação
Para conseguir aguentar o intenso ritmo de treino sugerido neste estudo, tem de ter o auxílio de uma boa suplementação. Caso contrário, os seus músculos não vão aguentar até ao fim do programa. É recomendado que tome um suplemento de creatina ou óxido nítrico antes do treino, de maneira a ter força e resistência extra. Depois do treino, é importante ter ao seu lado um bom recuperador.
REFERÊNCIAS OU NOTAS:
[*1] – Seynnes, O. & de Boer, M. & Narici, M., Early skeletal muscle hypertrophy and architectural changes in response to high-intensity resistance training, Journal of Applied Physiology 102, págs. 368-373, Outubro 2006
Fonte: http://logon.prozis.pt/treino-de-pernas-aumentar-musculos-da-coxa/
terça-feira, 30 de março de 2010
Destrua a raiva com suor...
Todos nós já tivemos um dia de raiva. Uma explosão de fúria mais agressiva. Mas quando esta irritabilidade se torna um padrão de comportamento diário, especialistas concordam que é preciso agir. Cerre os dentes e… comece a treinar.
Instabilidade emocional, alterações de humor, irritabilidade, ansiedade, solidão, depressão. Indivíduos impulsivos, vulneráveis, em tensão excessiva. Os factores referidos são alguns dos que interferem no quotidiano do indivíduo ao nível pessoal, relacional, social e profissional, causando mal-estar e sofrimento. São problemas de saúde mental que podem ter uma abordagem terapêutica baseada na adopção de estilos de vida saudáveis. O grande desafio é a gestão dos factores e a escolha de actividades adequadas para a sua diminuição.
Como é que o exercício ajuda a controlar a raiva?
A prática de exercício físico é um dos procedimentos favoráveis à qualidade de vida, diminuindo os níveis de stresse e aperfeiçoando a dificuldade no controlo de impulsos. Um estudo publicado em Novembro na revista científica Pediatric Exercise Science revela que os adolescentes com excesso de peso podem beneficiar de um programa de exercício físico regular. Após uma investigação de 15 semanas, a psicóloga responsável – que acredita que o mesmo efeito possa ser semelhante em adultos – considera o exercício aeróbio como uma estratégia eficaz para reduzir a expressão da raiva e o comportamento agressivo.
As emoções negativas como a raiva estão relacionadas com sentimentos de frustração e stresse, e o exercício físico é um óptimo remédio contra eles. Ao aumentar o nível de hormonas (endorfinas), o exercício melhorar o humor, aumenta a auto-estima e a disposição. Trinta minutos de exercício de intensidade moderada, pelo menos cinco vezes por semana, podem melhorar o seu bem-estar psicológico e ajudar a controlar a raiva. Para produzir estes efeitos, certifique-se de que a actividade que pratica aumenta o ritmo respiratório, o batimento cardíaco e a temperatura corporal.
Que actividade escolher?
Se não praticar exercício há algum tempo, é preferível começar com supervisão – um personal trainer, um treinador, um técnico da área do exercício físico. A modalidade escolhida, assim como a frequência e duração do exercício deverão ser prescritos por um profissional de Medicina do Exercício e da Psicologia que, após várias avaliações psicológicas, terá capacidade para identificar:
- Factores de risco físicos associados;
- Nível motivacional do indivíduo, para evitar desistência;
- Adequação da modalidade à personalidade do indivíduo;
- Nível de socialização, para determinar se a melhor actividade será individual ou em grupo.
Aulas de grupo, aeróbica, capoeira são mais indicados a indivíduos extrovertidos. Indivíduos introvertidos podem sentir-se melhor na prática de musculação, yoga, Pilates, tai chi ou meditação. Nadar, andar de bicicleta ou dançar são exercícios que proporcionam uma componente lúdica; as caminhadas permitem uma ligação com a natureza e os desportos de grupo podem ajudar a criar novas amizades. Sempre que o profissional de saúde detecte que o indivíduo pretende uma actividade específica não compatível com as suas características e necessidades deverá tentar sensibilizá-lo, esclarecê-lo e orientá-lo para os benefícios em mudar de modalidade, tendo por objectivo a prevenção de recaídas. A adequação do exercício às necessidades e características de cada pessoa aumentam a flexibilidade (condição essencial para a mudança do comportamento) e reduzem as alterações de humor.
A sensibilização para a importância do exercício físico, o desenvolvimento de estilos de vida saudáveis e as práticas comportamentais ajustadas ao controlo da raiva, são a melhor forma de promover a auto-estima, motivação e imagem corporal. São por isso procedimentos prioritários para a diminuição do desajustamento emocional e aumento da qualidade dos relacionamentos interpessoais. Alívio e melhor gestão do stresse e da tensão são também objectivos frequentemente alcançados.
Raiva crónica: o que pode provocar no seu organismo?
– Doença cardíaca.
– Cancro.
– AVCs.
– Constipações e gripes.
– Depressão.
Outros estudos
- Função pulmonar. Estudo publicado em Agosto no jornal Thorax revela que “os homens com maiores níveis de hostilidade medidos mostraram um maior declínio de função pulmonar ao longo do tempo”
- Colesterol. As pessoas mais nervosas e mais propensas a explosões de raiva apresentam níveis de colesterol mais elevados no sangue, provavelmente devido ao aumento da adrenalina.
- Processo de cura. De acordo com um estudo publicado em Fevereiro na revista especializada Brain Behaviour and Immunity, o stresse provocado pela raiva tem um impacto directo na velocidade com que o organismo se restabelece.
Algumas dicas para lidar com a raiva
- Conte até 10 antes de agir.
Dê tempo ao pensamento racional e escolha uma atitude construtiva e não agressiva.
- Baixe os ombros e respire fundo.
Relaxe. Reverta a mensagem que o instinto está a dar ao seu corpo: em vez de reagir, acalme-se.
- Alivie a tensão.
A raiva enche-nos de energia. Experimente bater numa almofada ou escolher um espaço fechado e gritar.
- Afaste-se.
Bater em retirada pode ser um sinal de inteligência: afaste-se física e emocionalmente de uma situação que o(a) deixa com raiva.
- Distraia-se.
Ler uma revista, ir dar um passeio, ouvir música, tomar um banho.
- Seja paciente e ouça.
Não tome as discussões como confrontações pessoais. Não há nada errado em pessoas diferentes terem opiniões diferentes.
Fonte: British Association of Anger Management ; Mental Health Foundation
Instabilidade emocional, alterações de humor, irritabilidade, ansiedade, solidão, depressão. Indivíduos impulsivos, vulneráveis, em tensão excessiva. Os factores referidos são alguns dos que interferem no quotidiano do indivíduo ao nível pessoal, relacional, social e profissional, causando mal-estar e sofrimento. São problemas de saúde mental que podem ter uma abordagem terapêutica baseada na adopção de estilos de vida saudáveis. O grande desafio é a gestão dos factores e a escolha de actividades adequadas para a sua diminuição.
Como é que o exercício ajuda a controlar a raiva?
A prática de exercício físico é um dos procedimentos favoráveis à qualidade de vida, diminuindo os níveis de stresse e aperfeiçoando a dificuldade no controlo de impulsos. Um estudo publicado em Novembro na revista científica Pediatric Exercise Science revela que os adolescentes com excesso de peso podem beneficiar de um programa de exercício físico regular. Após uma investigação de 15 semanas, a psicóloga responsável – que acredita que o mesmo efeito possa ser semelhante em adultos – considera o exercício aeróbio como uma estratégia eficaz para reduzir a expressão da raiva e o comportamento agressivo.
As emoções negativas como a raiva estão relacionadas com sentimentos de frustração e stresse, e o exercício físico é um óptimo remédio contra eles. Ao aumentar o nível de hormonas (endorfinas), o exercício melhorar o humor, aumenta a auto-estima e a disposição. Trinta minutos de exercício de intensidade moderada, pelo menos cinco vezes por semana, podem melhorar o seu bem-estar psicológico e ajudar a controlar a raiva. Para produzir estes efeitos, certifique-se de que a actividade que pratica aumenta o ritmo respiratório, o batimento cardíaco e a temperatura corporal.
Que actividade escolher?
Se não praticar exercício há algum tempo, é preferível começar com supervisão – um personal trainer, um treinador, um técnico da área do exercício físico. A modalidade escolhida, assim como a frequência e duração do exercício deverão ser prescritos por um profissional de Medicina do Exercício e da Psicologia que, após várias avaliações psicológicas, terá capacidade para identificar:
- Factores de risco físicos associados;
- Nível motivacional do indivíduo, para evitar desistência;
- Adequação da modalidade à personalidade do indivíduo;
- Nível de socialização, para determinar se a melhor actividade será individual ou em grupo.
Aulas de grupo, aeróbica, capoeira são mais indicados a indivíduos extrovertidos. Indivíduos introvertidos podem sentir-se melhor na prática de musculação, yoga, Pilates, tai chi ou meditação. Nadar, andar de bicicleta ou dançar são exercícios que proporcionam uma componente lúdica; as caminhadas permitem uma ligação com a natureza e os desportos de grupo podem ajudar a criar novas amizades. Sempre que o profissional de saúde detecte que o indivíduo pretende uma actividade específica não compatível com as suas características e necessidades deverá tentar sensibilizá-lo, esclarecê-lo e orientá-lo para os benefícios em mudar de modalidade, tendo por objectivo a prevenção de recaídas. A adequação do exercício às necessidades e características de cada pessoa aumentam a flexibilidade (condição essencial para a mudança do comportamento) e reduzem as alterações de humor.
A sensibilização para a importância do exercício físico, o desenvolvimento de estilos de vida saudáveis e as práticas comportamentais ajustadas ao controlo da raiva, são a melhor forma de promover a auto-estima, motivação e imagem corporal. São por isso procedimentos prioritários para a diminuição do desajustamento emocional e aumento da qualidade dos relacionamentos interpessoais. Alívio e melhor gestão do stresse e da tensão são também objectivos frequentemente alcançados.
Raiva crónica: o que pode provocar no seu organismo?
– Doença cardíaca.
– Cancro.
– AVCs.
– Constipações e gripes.
– Depressão.
Outros estudos
- Função pulmonar. Estudo publicado em Agosto no jornal Thorax revela que “os homens com maiores níveis de hostilidade medidos mostraram um maior declínio de função pulmonar ao longo do tempo”
- Colesterol. As pessoas mais nervosas e mais propensas a explosões de raiva apresentam níveis de colesterol mais elevados no sangue, provavelmente devido ao aumento da adrenalina.
- Processo de cura. De acordo com um estudo publicado em Fevereiro na revista especializada Brain Behaviour and Immunity, o stresse provocado pela raiva tem um impacto directo na velocidade com que o organismo se restabelece.
Algumas dicas para lidar com a raiva
- Conte até 10 antes de agir.
Dê tempo ao pensamento racional e escolha uma atitude construtiva e não agressiva.
- Baixe os ombros e respire fundo.
Relaxe. Reverta a mensagem que o instinto está a dar ao seu corpo: em vez de reagir, acalme-se.
- Alivie a tensão.
A raiva enche-nos de energia. Experimente bater numa almofada ou escolher um espaço fechado e gritar.
- Afaste-se.
Bater em retirada pode ser um sinal de inteligência: afaste-se física e emocionalmente de uma situação que o(a) deixa com raiva.
- Distraia-se.
Ler uma revista, ir dar um passeio, ouvir música, tomar um banho.
- Seja paciente e ouça.
Não tome as discussões como confrontações pessoais. Não há nada errado em pessoas diferentes terem opiniões diferentes.
Fonte: British Association of Anger Management ; Mental Health Foundation
segunda-feira, 29 de março de 2010
Gelo versus Calor: Quando Usar e Porquê?
A resposta para esta pergunta provoca muitas dúvidas e discussões, tanto na prática clínica quanto na área desportiva.
Frio
O uso de gelo, bolsas frias, spray de vapor frio ou um banho de imersão na água com gelo, deve ser utilizado principalmente entre as 48 e 72 horas após uma lesão.
Desta forma estará a reduzir o metabolismo pela menor necessidade de enviar oxigénio para as células, melhorando a recuperação com menores danos ao indivíduo.
Esta terapia é indicada para os casos de lesões musculares, entorses articulares, traumas agudos, luxações e com grande incidência para controle de edemas.
Calor
A termoterapia, aplicação terapêutica com o auxilio do calor superficial ou profundo, proporciona ao paciente uma sensação mais agradável e confortável, porém limita-se apenas aos casos onde o objectivo é de aliviar as dores, diminuir a rigidez articular, e relaxamento muscular, na ausência de edemas e hematomas.
Para tal objetivo podemos utilizar compressas de água, bolsas, imersão com água quente e infravermelho. Podemos estar a utilizar os benefícios de ambas as terapias, porém com os devidos cuidados e precauções.
É de fundamental importância a participação de um profissional qualificado para que o tratamento seja eficiente.
Vale a pena lembrar que tanto a aplicação do calor como a do frio é apenas uma parte do tratamento e não a única forma de solução dos sintomas.
Frio
O uso de gelo, bolsas frias, spray de vapor frio ou um banho de imersão na água com gelo, deve ser utilizado principalmente entre as 48 e 72 horas após uma lesão.
Desta forma estará a reduzir o metabolismo pela menor necessidade de enviar oxigénio para as células, melhorando a recuperação com menores danos ao indivíduo.
Esta terapia é indicada para os casos de lesões musculares, entorses articulares, traumas agudos, luxações e com grande incidência para controle de edemas.
Calor
A termoterapia, aplicação terapêutica com o auxilio do calor superficial ou profundo, proporciona ao paciente uma sensação mais agradável e confortável, porém limita-se apenas aos casos onde o objectivo é de aliviar as dores, diminuir a rigidez articular, e relaxamento muscular, na ausência de edemas e hematomas.
Para tal objetivo podemos utilizar compressas de água, bolsas, imersão com água quente e infravermelho. Podemos estar a utilizar os benefícios de ambas as terapias, porém com os devidos cuidados e precauções.
É de fundamental importância a participação de um profissional qualificado para que o tratamento seja eficiente.
Vale a pena lembrar que tanto a aplicação do calor como a do frio é apenas uma parte do tratamento e não a única forma de solução dos sintomas.
quinta-feira, 25 de março de 2010
Pedómetro – Um elemento essencial na luta contra o peso em excesso
Chamam-lhe actividade física “acidental”: todos a fazemos sem ter consciência. Andar a pé é um dos exercícios mais naturais, benéficos e económicos. Mas se quase todos sabemos quantas vezes vamos ao ginásio por mês, poucos são os que sabem quantos passos dão por dia. Explicarei por que pode ser importante o uso de um pedómetro, mais conhecido por conta-passos.
Como funciona um pedómetro?
Recorrendo aos princípios da inércia, aceleração, desaceleração e equilíbrio, um pedómetro funciona através de sensores que reconhecem o movimento envolvido numa passada. Seja de forma mecânica, com um mecanismo de pêndulo e mola que mede o movimento vertical das ancas, ou electrónico, que detecta o impacto de pé ao bater no chão.
É científico: funciona.
Pode um aparelho pequeno como um pager e simples como um relógio ser eficaz para perder peso? Investigadores compararam nove estudos com pedómetros e relataram as conclusões na revista científica Annals of Family Medicine: os participantes que o usaram para motivar a marcha diária conseguiram uma perda de cerca de meio-quilo em 10 semanas, sem recurso a qualquer outra alteração de estilo de vida [*1]. Em Julho, o Diabetes Research Group, grupo de investigação sobre a diabetes sediado na Universidade de Newcastle, relatou que o uso de um pedómetro (45 min/dia) pode ajudar os diabéticos a controlar a doença [*2].
Uma das mais significativas meta-análises foi publicada no Journal of the American Medical Association e reviu 26 estudos, num total de 2767 pessoas. De uma forma geral, os participantes aumentaram o nível de exercício físico em 26,9% desde que começaram a usar um pedómetro, correspondentes, em média, a mais 2183 passos. Ficou a ganhar a saúde: os participantes também reduziram o IMC (Índice de Massa Corporal) em 0,38% e a pressão arterial sistólica em 3.8 mm Hg [*3].
Instituições dão o exemplo
Conscientes do incentivo que o pedómetro pode consistir para o aumento da actividade física, várias instituições criaram desafios ou programas com base neste aparelho. Na Austrália, o projecto 10,000 Steps promove a actividade física através do aumento do número de passos dados por dia. A iniciativa governamental arrancou em 2001, como forma de intervir sobre os níveis de sedentarismo de uma região australiana (Rockhampton), mas hoje alargou-se a todo o país.
Melhor exercício de baixo impacto.
Para idosos ou pessoas de mobilidade reduzida, andar é a actividade mais recomendada, com baixo impacto a nível físico e psicológico. Para estas pessoas, a perspectiva de aumentar o número de passos diários é mais bem aceite do que a inscrição num ginásio ou a prática de exercício físico supervisionado. Durante a gravidez, andar permite à mulher controlar o ganho de peso, aumentar a força e o domínio do corpo, o que ajuda o parto.
Uma questão de matemática.
Dez mil é um número redondo e fácil de decorar, mas não é por isso que é recomendado por fisiologistas do exercício. Fazem parte das Guidelines para a prática de caminhadas, numa perspectiva de saúde pública, instituídas em 2004. O estudo “Quantos passos são suficientes?”, publicado pela Sports Medicine, foi o primeiro a relacionar o número de passos dados por dia com o nível de actividade física, mostrando que mesmo quem não é desportista assíduo pode ainda assim dar passos fundamentais para manter a forma física.
Se já faço desporto, para quê contar passos?
Nem todos os desportos contribuem da mesma forma para a condição física; alguns apelam mais à resistência, flexibilidade ou capacidade cardiovascular. Caminhar reúne todas elas e a meta dos 10 mil passos é uma forma segura de avaliar o nível de actividade física actual. Algumas actividades aeróbias – nadar ou andar de bicicleta – não podem ser avaliadas por pedómetros, mas podem ser convertidas em passos. Baseados em treinos de 30 minutos, o ciclismo corresponde a 4900 passos, natação 6000, ténis 5300, treino de força 4500 e o squash 10 300 passos.
Instrumento de motivação
Ter uma meta que pode ser medida com alguma precisão é uma motivação muito eficaz. Ao contrário de um treino no ginásio ou uma aula de natação, é possível “ver”, ao final do dia, o treino efectuado. Em 2005 um estudo demonstrou que as pessoas dão mais passos se tiverem como objectivo os 10 mil passos/dia do que se lhes for recomendado uma caminhada de 30 minutos (Medicine & Science in Sports & Exercise).
É fácil descobrir mais passos
Para quem acha que não consegue dar mais passos por dia, eis algumas dicas:
No emprego: habitue-se a dar um curto passeio de hora a hora. Corpo e cérebro fazem um intervalo, e os passos vão somando para o saldo final. Em vez de telefonar ou mandar email interno, levante-se e fale directamente com os seus colegas de trabalho. Vá buscar a água à máquina mais distante de si, o maior número de vezes possível. As idas à casa de banho vão aumentar também (use as que estão mais longe do seu posto de trabalho).
Em casa: caminhe pela casa enquanto fala ao telemóvel e aproveite os intervalos para publicidade para regar as plantas, pendurar a roupa, arrumar as prateleiras.
Na rua: estacione o seu carro o mais longe possível do local para onde se dirige. Passeie o cão ou leve os seus filhos/netos a brincar frequentemente. Enquanto espera pelo transporte público, caminhe em redor da paragem ou siga a pé até à próxima e saia na paragem anterior à sua. Em viagem, faça 2 ou 3 paragens para alongar os músculos e ande à volta do carro.
Actividades diárias em passos
-Volta ao quarteirão: 500 passos
-Fazer compras no supermercado: 1550 passos
-Passear o cão: 4200 passos
Fonte: Pedometer Indices for Public Health
REFERÊNCIAS OU NOTAS:
[*1] – A Meta-Analysis of Pedometer-Based Walking Interventions and Weight Loss, Annals of Family Medicine 6:69-77 (2008)
[*2] – Pedometers and text messaging to increase physical activity: randomized controlled trial of adolescents with type 1 diabetes, Diabetes Care 32(5):813-5, Maio de 2009
[*3] – Using Pedometers to Increase Physical Activity and Improve Health, The Journal of The American Medical Association 298(19):2296-2304 (2007)
Fonte: http://logon.prozis.pt/pedometro-um-elemento-essencial-na-luta-contra-o-peso-em-excesso/
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